O Chef Diego Andino

Diego Andino nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 1962. Libriano, é o penúltimo dos sete filhos da tradicional família de médicos Andino Pavlovsky, que toda a semana reunia na sua residência os maiores profissionais da saúde da região em jantares e festejos. Nesses encontros, Diego não participava; não por ser criança, mas porque estava ocupado: preparava os doces na cozinha junto a sua avó de origem francesa, dona Ema Lerena, fonte de muitas receitas e que até hoje fazem sucesso.

Marcado por grandes mudanças, o destino de Diego Andino caminhou em linha reta somente até os 18 anos. Desde os 12, jogava futebol no time juvenil do River Plate, e estava muito perto de realizar um grande sonho: se tornar um jogador profissional. Prestes a se mudar para a França, no entanto, sua vida deu uma guinada. Diego rompeu o ligamento do joelho esquerdo durante um treino, que devido a complicações, afastou-o definitivamente do esporte.

Cursando Administração Agrícola na época, começou a se dedicar à arte da pâtisserie nas horas livres, que tanto admirava. Com muita coragem, bateu à porta de um dos principais nomes argentinos, o Chef Francis Mallmann, que concedeu uma oportunidade de trabalho ao jovem em um pequeno restaurante em Buenos Aires. O esforço e o talento de Diego logo foram notados por Mallmann, que o contratou para trabalhar na pâtisserie de um de seus restaurantes. Começava aí a construção da marca Diego Andino.

As experiências

Na Argentina, Diego foi acumulando experiência em diversos locais. Passou pelos hotéis Sheraton e Elevage, as confeitarias Europostre e Las Cortaderas, e foi convidado pelo professor de gastronomia Hugo Sosa a assistir algumas aulas na Cocina de Mar del Plata. Com 22 anos, embarcou para a Europa em busca de aperfeiçoamento profissional, onde trabalhou na Frank’s, que fornecia alimentação para a aviação comercial, e no hotel Sheraton Son Vida, de Mallorca.

De volta à América Latina, com apenas 25 anos e uma boa experiência, Diego abriu as portas de seu primeiro negócio, a pâtisserie Duendes e Dulces, em solo patagônico. O negócio começou a todo o vapor. Assessorado pelo professor Hugo Sousa, a Duendes e Dulces era um dos point da cidade turística de San Martín de los Andes, distante 100 km de Bariloche. Os quitutes de Diego abasteciam hotéis da região, eram distribuídos no comércio local e os preferidos pelos visitantes. No entanto, o falecimento de seus pais o forçou a fechar a empresa e retornar à capital portenha.

O novo desafio foi estruturar e operacionalizar uma pâtisserie dentro da rede de supermercados Norte, na qual liderou uma equipe de 30 pessoas e aprendeu muito sobre fornecedores, produção em larga escala e em grandes quantidades. Em busca de novas oportunidades e aguçado pelo espírito aventureiro, pedalou até o Chile e lá foi convidado por Anita Platoski, esposa do Presidente da Panasonic naquele país, a montar a empresa de capacitação em gastronomia Food Training, que lhe rendeu emtrês anos uma larga experiência.

Depois de novo retorno à Buenos Aires, Diego foi contratado por Jorge Bonta, gerente do grande empreendimento de entretenimento Tren de la Costa, para integrar a equipe de pâtissiers liderada pelo Chef Gerardo Daneman. Com a falência do grupo, Diego abriu as portas de outro empreendimento antes de vir ao Brasil, a confeitaria Maestros Pasteleiros, em San Martín de los Andes, em conjunto com sua companheira na época e também confeiteira.

Depois de três anos, com o final do romance, Diego foi convidado por seu irmão Raul Andino, cientista da Universidade de São Francisco, na Califórnia, a começar uma nova vida em solo norte-americano. Antes de partir, no entanto, Diego teve a ideia de enviar uma carta a um antigo endereço que conhecia em Porto Alegre, o da gaúcha Neca Carvalho, seu primeiro e grande amor da adolescência, que conhecera há 20 anos na praia de Atlântida (RS), onde costumava passar as férias de verão com a família. Apesar de ela não residir mais naquele endereço, o destino deu um jeito de uni-los novamente. Assim, Diego mudou sua rota para Porto Alegre, e há dez anos não saiu mais de lá.